O agronegócio de São Paulo responde por uma das maiores cadeias produtivas do país. Com um Produto Interno Bruto (PIB) de R$ 657,6 bilhões, o setor representa 24% de toda a riqueza gerada pelo agronegócio brasileiro e 18,9% da economia paulista. Além disso, cada R$ 1 gerado dentro da porteira movimenta cerca de R$ 4,30 em toda a cadeia, evidenciando o efeito multiplicador da atividade sobre a indústria, os serviços, a logística e as exportações.
Os números reforçam o peso do estado no agronegócio nacional e sustentam a avaliação do secretário de Agricultura e Abastecimento de São Paulo, Geraldo Melo Filho, de que o desafio da próxima década vai além do aumento da produção. Segundo ele, o setor precisa transformar produtividade em rentabilidade, agregando valor e ampliando sua competitividade em mercados cada vez mais exigentes.

Entre os principais desafios estão os custos elevados de produção, a redução das margens e as novas exigências relacionadas à sustentabilidade, rastreabilidade, sanidade vegetal, segurança jurídica e eficiência logística. Na avaliação do secretário, esses fatores passaram a ter peso semelhante ao da produtividade na definição da competitividade do agronegócio.
Infraestrutura
A infraestrutura também aparece entre as prioridades do governo estadual. Investimentos em estradas vicinais, logística e na modernização da Hidrovia Tietê-Paraná são apontados como medidas capazes de reduzir custos, ampliar a capacidade de escoamento da produção e diminuir as emissões de carbono. De acordo com o secretário, somente as deficiências nas estradas vicinais geram prejuízos bilionários por ano ao setor sucroenergético.
Na área de financiamento, Geraldo Melo Filho destaca que São Paulo mantém o maior programa estadual de crédito e seguro rural do país, atuando de forma complementar às políticas federais para ampliar o acesso dos produtores a recursos e mecanismos de proteção.
Ao projetar os próximos anos, o secretário aponta o biometano, o combustível sustentável de aviação (SAF), a inteligência artificial, a agricultura de precisão e a agregação de valor como os principais vetores de crescimento do agronegócio paulista.
“Nós já provamos que sabemos produzir recordes. A próxima década vai nos mostrar se sabemos lucrar com eles”, afirmou o secretário.
Fonte: Redação – Portal Visão Agro
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