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Desvantagem do hidratado cresce de -32% para -37% em outubro – Por: Mauricio Muruci

Redação Visão Agro por Redação Visão Agro
8 novembro, 2024
em Biocombustíveis
Tempo de leitura: 4 minutos
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Home Bioenergia Biocombustíveis
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O mês de outubro foi um período de ampliação da desvantagem do hidratado negociado no mercado físico contra os preços do açúcar bruto negociado na bolsa de Nova York [com base no atual driver Março/25] com ambas as commodities convertidas para centavos de dólar por libra-peso e colocada em valores líquidos, dentro da usina na modalidade PVU. Basicamente outubro foi um mês de ganhos fortes sobre o açúcar bruto de Nova York que ocorreram em meio a avanços marginais, beirando a estabilidade, sobre os preços do etanol hidratado negociado no mercado físico.

Isto acabou resultando na ampliação da desvantagem dos preços do etanol hidratado no curto prazo, com a média entre setembro e outubro passando de -32,67% para -37,76%. O vetor principal para este aumento da desvantagem do hidratado frente ao açúcar foi os ganhos do açúcar bruto em Nova York em outubro na faixa de 7,29% sobre a tela Março/25. Colocado dentro da usina, já com os acréscimos dos prêmios de exportação no período e com os diferenciais de polarização, esta vantagem do açúcar bruto subiu para 8,34%.

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Na outra ponta tivemos os preços do etanol hidratado no mercado físico, com base em Ribeirão Preto, que em reais por litro tiveram alta de 1,95%. Por si só esta alta se mostrou bem menor que os ganhos do açúcar bruto. Além disso, descontando os impostos e convertendo de reais por litro para centavos de dólar por libra-peso essa vantagem foi reduzida a 0,71%, a qual se mostrou uma fração dos ganhos de mais de 8% vistos sobre o açúcar bruto de Nova York. Muito da neutralização dos ganhos do etanol hidratado ocorreu pela desvalorização cambial observada em outubro.

Quanto mais fraco estiver o real frente ao dólar, maior tende a ser a neutralização dos ganhos do etanol quando convertido de reais por litro para centavos de dólar por libra-peso. Ao longo de outubro o real frente ao dólar acabou tendo uma alta de 1,54% ao sair de R$ 5,5393 para R$ 5,6246, sendo considerado um movimento intenso de desvalorização do real frente ao dólar que tirou grande parte dos ganhos do hidratado no período. Apesar disto o hidratado foi parcialmente ajudado pelo preço do Cbios ao longo de outubro que teve alta de 5,88% com os preços médios do contrato avançando de R$ 75,91 para R$ 80,37.

Mesmo que com algumas limitações, os preços dos créditos de carbono mais elevados ajudaram o hidratado a manter o um tom de alta ao longo de outubro mesmo frente a forte neutralização dos avanços representada pela desvalorização cambial. Por sua vez o açúcar teve uma colaboração forte do basis para exportação do VHP em Santos, o que ajudou o mesmo na manutenção dos seus ganhos fortes no comparativo final de arbitragem contra o etanol hidratado.

Entre setembro e outubro os prêmios médios de exportação do VHP em Santos saíram de US$/cents 0,04 para US$/cents 0,09, com um crescimento de 142% neste período. Logo, assim como o açúcar teve ganhos bem mais intensos que o etanol [+8,34% contra +0,71%] os seus produtos acessórios de remuneração também se comportaram da mesma maneira [Cbios com alta de 5,88% e basis com ganhos de 142%] formando um quadro que reforçou ainda mais o cenário de ampliação da desvantagem do etanol hidratado contra o açúcar bruto de Nova York de -32% para -37%. No mês passado a SAFRAS & Mercado esperava uma correlação negativa do hidratado contra o açúcar na faixa de -28%, a qual acabou se posicionando 9,76 pontos porcentuais mais alta que os dados efetivos do período.

Para novembro a expectativa da SAFRAS & Mercado é de leve ampliação da correlação negativa de preços do hidratado contra o açúcar bruto de Nova York da faixa de -37% para -38%. Em nossa visão o hidratado deverá ter uma nova alta no mercado físico em reais por litro da média de R$ 3,07 para R$ 3,18 o litro. Porém mais uma vez haverá a neutralização de grande parte destes ganhos pelo movimento de desvalorização do real frente ao dólar que deverá passar de R$ 5,6246 para R$ 5,77. Neste meio tempo o açúcar bruto em Nova York deverá ter uma alta em seus preços médios que passarão de US$/cents 22,35 para US$/cents 22,50. Haverá uma alta nos preços do Cbios que será marginal, beirando a estabilidade, que pouco ajudará o etanol hidratado, ao passo que basis para exportação do VHP em Santos seguirá com movimentos fortes de crescimento

Por: Mauricio Muruci – Analista pela Safras & Mercado, atua há 12 anos em análise econômica e de mercados agrícolas. Graduando em Ciências Econômicas pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul.

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