O Grupo Santo Antônio avançou na mecanização da colheita de cana na safra 2024/25 e já projeta uma nova expansão para o próximo ciclo. De acordo com o Relatório de Sustentabilidade da companhia, a área colhida mecanicamente saltou de 1% para 15% entre uma safra e outra, mesmo com os desafios impostos pelo relevo irregular de parte dos canaviais no Norte de Alagoas.
Segundo a empresa, a mecanização vem sendo tratada como um dos pilares da operação agrícola, tanto para elevar a eficiência no campo quanto para enfrentar gargalos relacionados à mão de obra. A expectativa para a safra 2025/26 é ampliar esse índice para até 20%, com aquisição de novas máquinas e ajustes no espaçamento da lavoura para facilitar as manobras.
No relatório, o grupo destaca que a colheita mecanizada contribui para maior rapidez nas operações, redução de custos trabalhistas e mais uniformidade no corte, preservando a qualidade dos colmos. A estratégia ganha relevância em uma região onde a mecanização ainda enfrenta limites operacionais maiores do que em áreas de topografia mais favorável do Centro-Sul.
O avanço tecnológico no campo também aparece no uso mais intenso de drones, GPS e ferramentas de inteligência artificial. Os drones vêm sendo utilizados tanto na pulverização localizada quanto no mapeamento das áreas, permitindo respostas mais rápidas em regiões de difícil acesso e maior precisão na aplicação de insumos.
A companhia também informa que utiliza GPS em tratores e veículos para melhorar rotas, reduzir desperdícios e apoiar o manejo agrícola, além de sistemas de IA voltados à gestão de dados do campo. Para a próxima safra, a empresa prevê ainda a implantação de irrigação por gotejamento, reforçando a aposta em práticas de agricultura de precisão.
Por: Maria Reis | Fonte: Portal Visão Agro
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