Já o trigo valorizou por conta da escalada do conflito entre a Rússia e a Ucrânia
O contrato de julho da soja na Bolsa de Chicago (CBOT) encerrou nesta segunda-feira (2) em moderada baixa de 8,25 pontos e 0,79%, cotado a US$ cents 1.033,50/bushel. O vencimento de agosto cedeu 9,50 pontos e 0,92%, a US$ cents 1.027,25/bushel.
Em relação aos derivados, o farelo e o óleo desvalorizaram 0,81% e 1,30%, nesta ordem.
Os preços foram pressionados pela previsão climática do Serviço Nacional de Metrologia dos Estados Unidos de uma melhora nas condições das lavouras dos estados do cinturão do milho de Illinois e Iowa.
Também pesou sobre as cotações o novo capítulo da disputa comercial entre os EUA e a China, após o presidente norte-americano, Donald Trump, ameaçar elevar as tarifas de aço e alumínio importados pelo país asiático. Os chefes dos executivos das duas potenciais se encontraram nesta semana, conforme uma fonte da Casa Branca ouvida pela CNBC.
Limitou maiores perdas os embarques semanais do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA). Segundo o órgão, foram embarcadas 268 mil toneladas na semana encerrada em 29 de maio, volume em linha com o esperado pelo mercado.
Milho
O contrato de julho do milho em Chicago perdeu 5,75 pontos e 1,30%, negociado a US$ cents 438,25/bushel. O vencimento de setembro recuou 2,50 pontos e 0,59%, a US$ cents 420,75/bushel.
Além disso, o petróleo WTI recuava na Bolsa de Mercadorias de Nova York (Nymex), fator que reduz a competitividade do etanol de milho.
O sentimento de queda foi reduzido pela desvalorização do dólar perante as principais moedas globais, com queda de 0,69%, fator que favorece as exportações norte-americanas.
Ademais, os embarques semanais do USDA apontaram para o envio de 1,576 milhão de toneladas do cereal – acima do esperado pelos agentes do mercado.
Trigo
O contrato de julho do trigo encerrou em Chicago em alta de 5,00 pontos e 0,94%, a US$ cents 539,00/bushel. Na Bolsa de Kansas (KCBT), o vencimento da mesma referência avançou 6,50 pontos e 1,22%, a US$ cents 539,75/bushel.
Os futuros do cereal foram beneficiados pela escalada do conflito entre a Rússia e a Ucrânia, ambos grandes exportadores de trigo.
Também deu suporte aos preços a informação de que a Australia, outro importante player global do mercado de trigo, irá colher 10% a menos do cereal neste ano devido as secas.
Além disso, os agricultores dos EUA embarcaram 554 mil toneladas de trigo na semana encerrada em 29 de maio, segundo documento do USDA. O volume veio em linha com o esperado pelo mercado.
Em breve, o USDA divulgará o seu relatório semanal de estágios e condições das lavouras norte-americanas.
Fonte: DATAGRO
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