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Usinas investem 180 milhões de reais na prevenção e combate a incêndios em Goiás

Maria Reis por Maria Reis
9 julho, 2025
em Usinas
Tempo de leitura: 5 minutos
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Home Bioenergia Usinas
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Foto: divulgação RPA News

Com o inverno, com dias secos e com ventos fortes dominando no Cerrado goiano, faz-se necessário o reforço do trabalho de prevenção e combate ao fogo na vegetação. Afinal, seja de origem criminosa ou acidental, os incêndios colocam vidas humanas em risco, ameaçando também a fauna e a flora. Nos últimos anos, as 38 usinas de bioenergia que operam em Goiás investiram R$ 180 milhões em prevenção e combate ao fogo.

As usinas estão em plena safra 2025/26, produzindo etanol, açúcar e bioeletricidade e as campanhas educativas alertando sobre os riscos de incêndios são frequentes, com ações realizadas com colaboradores, parceiros e comunidade. Além disso, a tecnologia é amplamente aplicada, com equipamentos de detecção de incêndio, via sistema de monitoramento por satélite e utilização de câmeras de alta definição, instaladas em torres de observação em pontos estratégicos para detecção rápida de incêndios.

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Tudo isso monitorado 24 horas e de forma online por Centrais de Incêndios Agrícola. Vale ressaltar que muitos desses equipamentos possuem inteligência artificial, permitindo a identificação rápida e em tempo real do local do incêndio.

O presidente-executivo do Sifaeg/Sifaçúcar, André Rocha, destaca que as agroindústrias do setor de bioenergia juntas possuem cerca de 4.500 colaboradores atuando em suas brigadas de incêndios, contando com cerca de 700 caminhões pipa e mais de 200 veículos de apoio. “Muitas de nossas empresas associadas possuem aviões e drones para esse trabalho. Há ainda uma parceria com o Corpo de Bombeiros, prefeituras municipais e órgãos ambientais do Governo de Goiás em ações de prevenção e combate ao fogo. Importante lembrar que os focos de incêndio quase sempre começam fora dos canaviais, em áreas próximas ou margem de rodovias” finaliza.

Histórico de prejuízos

Apesar de todos esses esforços e elevados investimentos financeiros, o fogo tem acarretado sérios prejuízos para as unidades produtoras de etanol, açúcar e bioeletricidade. Ano passado, a região produtora Centro-Sul teve muitos canaviais destruídos pelos incêndios. Segundo o presidente da Consultoria Datagro, Plinio Nastari, o Brasil terá uma queda de 1,4% no processamento de cana em relação à temporada 2024/25, quando foram esmagadas 621 milhões de toneladas. “Foi uma safra muito impactada por incêndios e seca, que consumiram 450 mil hectares”, pontuou Nastari.

Principais tecnologias usadas pelas usinas

  1. Drones com sensores térmicos e câmeras de alta resolução
  • Sobrevoam áreas de plantio para detectar pontos de calor em tempo real.
  • Alguns modelos têm IA que identifica focos de incêndio antes mesmo da fumaça ser visível. Isso reduz tempo de resposta para acionar as brigadas.
  1. Satélites e monitoramento via mapa digital
  • As usinas recebem alertas automáticos com coordenadas dos focos.
  • Permite rastrear histórico de incêndios por talhão.
  1. Torres de observação com câmeras 360°
  • Equipadas com zoom óptico e infravermelho.
  • Acompanham as áreas críticas com visibilidade de até 10 km.
  • Monitoramento ininterrupto, dia e noite.
  1. Brigadas móveis com geolocalização
  • Equipes especializadas da própria usina.
  • Aplicativos internos mostram onde o foco está, qual a melhor rota e quais áreas precisam de evacuação ou contenção imediata.
  1. Veículos de combate adaptados
  • Caminhões-pipa com alta capacidade (10 mil L ou mais), quadriciclos e até tratores adaptados com pulverizadores de água ou espuma.
  • Alguns com sistema de nebulização para conter faíscas em áreas de alto risco.
  1. Aceiros digitais e sensores no solo
  • Sistemas que usam dados climáticos para planejar faixas de contenção mais eficazes (os aceiros).
  • Sensores de solo que detectam mudança brusca de temperatura e umidade no entorno.
  1. Apps para denúncia e alerta comunitário
  • As usinas desenvolvem apps e canais de WhatsApp com comunidades e fazendeiros vizinhos.
  • Todos colaboram na identificação de incêndios e riscos, criando uma “rede de vigilância rural”.

Fonte: RPA News

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