segunda-feira, agosto 17, 2026
Visão Agro - A melhor Visão do Agronégócio
  • NOTÍCIAS
  • EXCLUSIVAS
  • VISION TECH
  • PRÊMIO VISÃO
  • CALENDÁRIO
  • QUEM SOMOS
Nenhum resultado
Ver todos os resultados
Visão Agro - A melhor Visão do Agronégócio
  • NOTÍCIAS
  • EXCLUSIVAS
  • VISION TECH
  • PRÊMIO VISÃO
  • CALENDÁRIO
  • QUEM SOMOS
Visão Agro - A melhor Visão do Agronégócio
Nenhum resultado
Ver todos os resultados

ICL quer cerco ao crime organizado e leis que fechem brechas no mercado de combustíveis

Redação Visão Agro por Redação Visão Agro
17 agosto, 2026
em Política e Governo
Tempo de leitura: 6 minutos
A A
0
Home Mercado Política e Governo
Compartilhe no WhatsappShare on TwitterCompartilhe no Linkedin

Seminário – que reuniu Receita Federal, ANP, setor produtivo e Congresso – aponta monofasia do etanol, devedor contumaz, inteligência de dados e endurecimento das punições como prioridades

A fiscalização visa garantir que a desoneração de impostos chegue efetivamente ao bolso do consumidor (Foto: Marcelo Camargo | Agência Brasil)

O fortalecimento da atuação integrada entre órgãos públicos, forças de segurança, reguladores, Congresso Nacional e setor privado e o avanço de medidas capazes de retirar do crime organizado as vantagens econômicas obtidas no mercado de combustíveis.

Leia mais

Congresso aprova projeto que pode ajudar a manter competitividade do etanol

Tarcísio critica subsídio federal exclusivo a produtores de cana do Nordeste

Senado aprova plano para fabricação de fertilizantes no Brasil

Faesp prevê aumento dos custos para o agronegócio com sanção da MP do Frete

Estas foram as principais mensagens do seminário “Combustível para um Brasil Legal – Prevenção e aprimoramento do combate às fraudes e ao crime organizado”, realizado nesta quarta-feira, 12, em Brasília, pelo Instituto Combustível Legal (ICL), com apoio do Poder360.

O encontro debateu a antecipação da monofasia do etanol hidratado, a aplicação da Lei do Devedor Contumaz, o fortalecimento da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), o compartilhamento de dados fiscais e novas punições contra crimes praticados na cadeia de combustíveis.

Na abertura, o presidente do ICL, Emerson Kapaz, destacou que o enfrentamento às ilegalidades avançou nos últimos anos, mas afirmou que a sofisticação das organizações criminosas exige uma agenda permanente de prevenção, fiscalização e repressão.

Como exemplo de medida estrutural bem-sucedida, Kapaz citou a adoção da tributação monofásica para gasolina e diesel, que concentrou o recolhimento dos tributos e reduziu brechas utilizadas para sonegação. “Sonegação caiu 30%, 40% por conta da monofasia no diesel e na gasolina ao longo dos últimos dois anos”, afirmou Kapaz.

Para o presidente do ICL, o diagnóstico sobre o mercado também mudou. As investigações passaram a revelar organizações que atuam em diferentes elos – “do poço ao posto” – e utilizam estruturas empresariais, financeiras e societárias para ocultar patrimônio, movimentar recursos e lavar dinheiro.

A Operação Carbono Oculto, deflagrada em 2025, foi apontada por Kapaz como um marco por revelar contas-bolsão em fintechs, fundos e outras estruturas financeiras e, ao mesmo tempo, mobilizar diferentes instituições públicas em uma ação coordenada.

O coordenador-geral substituto de pesquisa e investigação da Receita Federal, Paulo Marcelo Pizorusso, ressaltou que investigações contra organizações criminosas dependem da combinação entre inteligência fiscal, dados financeiros e atuação conjunta de órgãos como Receita, Polícia Federal, Ministério Público e ANP.

“Não é possível atuarmos de forma isolada. Essa é uma premissa do trabalho hoje da Receita Federal: trabalhar de forma integrada”, afirmou Pizorusso.

A apresentação mostrou como a dimensão financeira das fraudes aumentou rapidamente. Enquanto uma investigação iniciada em 2021 estimava cerca de R$ 500 milhões em irregularidades, a Operação Carbono Oculto revelou movimentações da ordem de R$ 46 bilhões.

A Receita também informou que realizou 141 procedimentos fiscais em distribuidoras de combustíveis entre 2021 e 2026, com cerca de R$ 29 bilhões em créditos tributários constituídos.

Monofasia do etanol

O painel, “Monofasia do etanol, devedor contumaz e fiscalização como prioridades da agenda regulatória”, reuniu o diretor-geral da ANP, Artur Watt Neto; o subsecretário de estado de Receita do Rio de Janeiro, Carlos Alberto Cincurá; o diretor-executivo do ICL, Carlo Faccio; o presidente da União da Indústria de Cana-de-açúcar e Bioenergia (Unica), Evandro Gussi; e o diretor de relações governamentais e sustentabilidade da União do Etanol de Milho (Unem), Thiago Borges Skaf.

Carlo Faccio, defendeu a antecipação da monofasia do etanol hidratado como forma de reduzir o espaço para empresas de fachada e operações fictícias utilizadas para sonegar tributos. Segundo ele, a mudança poderia representar “algo como 40% a mais na arrecadação do tributo”, ao dificultar simultaneamente as operações financeiras ligadas às fraudes.

Para o presidente da Unica, o problema é agravado pelo fato de que os mesmos agentes costumam cometer diferentes irregularidades ao mesmo tempo, combinando sonegação, adulteração e outros ilícitos. “Não dá para conviver com o crime”, afirmou Gussi.

Já Thiago Borges Skaf, da Unem, destacou que a antecipação da monofasia também traz “previsibilidade” ao ambiente tributário, elemento relevante para decisões de investimento em um momento de expansão da produção de etanol de milho no país.

Por sua vez, Artur Watt Neto defendeu o avanço do PLP 109/2025, que amplia o acesso da ANP a informações fiscais e permite cruzar a circulação física dos combustíveis com as notas emitidas nas operações comerciais.

A medida ajudaria a identificar fluxos incompatíveis com a lógica econômica e logística do mercado. “É como se a gente tirasse uma venda dos olhos”, afirmou Watt.

No Rio de Janeiro, Carlos Alberto Cincurá apresentou resultados da integração do Fisco estadual com as forças de segurança e destacou a intensificação das ações no mercado. Segundo ele, houve “aumento de quase 500% nas autuações” no setor entre junho de 2025 e junho de 2026.

O governo fluminense também encaminhou à Assembleia Legislativa projeto para regulamentar o devedor contumaz no estado, iniciativa apoiada pelo ICL e outras entidades empresariais.

Instrumentos para atingir patrimônio e estrutura do crime

O painel, “Do Congresso à fiscalização: instrumentos para enfrentar o crime organizado na cadeia de combustíveis”, reuniu os senadores Efraim Filho (PL-PB) e Jaime Bagattoli (PL-RO) e o deputado federal Julio Lopes (PP-RJ).

Os três estão diretamente ligados a propostas que buscam fechar brechas utilizadas por organizações criminosas, endurecer punições e atingir a estrutura econômica que sustenta as atividades ilegais.

Efraim Filho foi o relator no Senado do projeto que resultou na Lei Complementar nº 225/2026, que regulamentou a figura do devedor contumaz e estabeleceu critérios para separar empresas em dificuldades financeiras dos agentes que utilizam deliberadamente a inadimplência tributária como estratégia para obter vantagem competitiva.

No evento, ele resumiu o alvo da legislação. “O devedor contumaz é quem faz da sonegação seu modelo de negócio”, afirmou o senador.

O senador Jaime Bagattoli esteve no painel como parlamentar que relatou o PL 1.482/2019 na Comissão de Infraestrutura.

A proposta endurece as penas para furto, roubo e receptação de combustíveis, biocombustíveis e lubrificantes e busca responsabilizar não apenas quem realiza a subtração, mas também os diferentes agentes envolvidos na cadeia de comercialização do produto roubado.

Ao defender o aperfeiçoamento do projeto para incluir de forma inequívoca os combustíveis gasosos, Bagattoli afirmou: “Essa mudança é fundamental porque corrige uma lacuna do texto e oferece o rigor da lei aos combustíveis”.

Já o deputado federal Julio Lopes é autor do PL 2.646/2025, conhecido como Pacote Anticrime, que propõe reforçar o enfrentamento à infiltração de organizações criminosas em setores formais da economia. Entre os instrumentos previstos estão bloqueio de patrimônio e medidas destinadas a atingir financeiramente as estruturas utilizadas pelas facções.

Lopes defendeu que operações policiais sejam acompanhadas de instrumentos legais mais fortes. “É muito importante que a gente continue fazendo cada vez maiores operações, mas que essas operações tenham alicerces em cima de um sistema penal mais rigoroso”, afirmou.

Fonte: ICL

Clique AQUI, entre no canal do WhatsApp da Visão Agro e receba notícias em tempo real.

SendTweetCompartilhar
Artigo anteiror

Acelen reduz preço da gasolina em 11,2% com adesão à subvenção

Próximo post

Preço do etanol começa a subir após quatro meses em queda

Redação Visão Agro

Redação Visão Agro

Notícias Relacionadas

Congresso aprova projeto que pode ajudar a manter competitividade do etanol

Congresso aprova projeto que pode ajudar a manter competitividade do etanol

17 agosto, 2026
Tarcísio critica subsídio federal exclusivo a produtores de cana do Nordeste

Tarcísio critica subsídio federal exclusivo a produtores de cana do Nordeste

13 agosto, 2026
Senado aprova plano para fabricação de fertilizantes no Brasil

Senado aprova plano para fabricação de fertilizantes no Brasil

13 agosto, 2026
Faesp prevê aumento dos custos para o agronegócio com sanção da MP do Frete

Faesp prevê aumento dos custos para o agronegócio com sanção da MP do Frete

7 agosto, 2026
Preço do etanol hidratado em queda, mas fatores de mercado sinalizam estabilização dos valores

Deputados buscam governo para votar PLP dos Combustíveis na próxima semana

6 agosto, 2026
Oaci aprova o etanol de milho brasileiro como combustível sustentável de aviação, diz Anac

Governo quer que aéreas estrangeiras apoiem SAF no Brasil

6 agosto, 2026
Força-tarefa dos combustíveis chega a SP e ANP autua Vibra, Ipiranga e Nexta

Nova regra pode detalhar preço dos combustíveis na nota fiscal

6 agosto, 2026
Força-tarefa dos combustíveis chega a SP e ANP autua Vibra, Ipiranga e Nexta

Bia Kicis quer suspender medida que autoriza 32% de etanol na gasolina

4 agosto, 2026
Tarifaço dos EUA entra em vigor nesta quarta; veja como fica o agro brasileiro

“EUA querem impor seu etanol no Brasil e ainda taxar o nosso açúcar”, diz NovaBio

28 julho, 2026
Trump anuncia tarifa de 12,5% contra o Brasil por trabalho forçado

Trump anuncia tarifa de 12,5% contra o Brasil por trabalho forçado

27 julho, 2026
Carregar mais
Próximo post
Preço do etanol começa a subir após quatro meses em queda

Preço do etanol começa a subir após quatro meses em queda

Deixe um comentário Cancelar resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Mais lidas da semana

  • Trending
Com impacto de provisões para perdas, Raízen teve prejuízo de R$ 27 bilhões na safra 2025/26

BBI: Títulos da Raízen parecem baratos após reestruturação e podem subir mais de 40%

10 agosto, 2026
Credores e bondholders da Raízen indicam ex-Oi e ex-Americanas para reestruturação

Justiça de São Paulo pede bloqueio de conta bancária da Raízen

12 agosto, 2026
5,5 bilhões de litros de diesel por ano colocam máquinas agrícolas no radar do etanol

5,5 bilhões de litros de diesel por ano colocam máquinas agrícolas no radar do etanol

11 agosto, 2026
Petrobras

Petrobras deixa de vender combustíveis à distribuidora com suspeita de ligação com PCC

10 agosto, 2026
Setor bioenergético discute integração entre agrícola, indústria e suprimentos em evento técnico em Sertãozinho

Nova tecnologia pode reduzir de 16 toneladas para 400 kg o material usado no plantio de um hectare de cana

12 agosto, 2026
LinkedIn Instagram Twitter Youtube Facebook

CONTATO
(16) 3945-5934
atendimento@visaoagro.com.br
jornalismo@visaoagro.com.br
comercial@visaoagro.com.br

VEJA TAMBÉM

  • Prêmio Visão Agro
  • Vision Tech Summit 
  • AR Empreendimentos

Todos os direitos reservados 2024 © A R EMPREENDIMENTOS COMUNICAÇÃO E EVENTOS LTDA – CNPJ: 05.871.190/0001-36

Nenhum resultado
Ver todos os resultados
  • Bioenergia
    • Biocombustíveis
    • Biogás
    • Biomassa
    • Energia renovável
    • Usinas
  • Mundo Agro
    • Cooperativismo
    • Sustentabilidade
    • Tecnologia
  • Mercado
    • Clima
    • Economia
    • Geopolítica
    • Internacional
    • Negócios
    • Política e Governo
    • Transporte
  • Culturas
    • Algodão
    • Café
    • Cana de Açúcar
    • Fruticultura
    • Grãos
    • Milho
    • Pecuária
    • Soja
    • Trigo
  • Insumos agrícolas
    • Adubos e fertilizantes
    • Biológicos e Bioinsumos
    • Defensivos Agrícolas
    • Implementos Agrícolas
    • Irrigação
    • Máquinas agrícolas
  • Eventos Visão Agro
    • Vision Tech Summit – Indústria do Amanhã
    • Prêmio Visão Agro Brasil
    • Vision Tech Summit – Agro
    • Prêmio Visão Agro Centro – Sul
  • Em destaque
  • Leia mais

Todos os direitos reservados 2024 © A R EMPREENDIMENTOS COMUNICAÇÃO E EVENTOS LTDA – CNPJ: 05.871.190/0001-36