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Produção de etanol de milho dispara e vai superar 25% do total, nos 50 anos do Proálcool

Maria Reis por Maria Reis
14 julho, 2025
em Biocombustíveis, Leia mais
Tempo de leitura: 7 minutos
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Home Bioenergia Biocombustíveis
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Investimentos previstos somam R$ 40 bilhões e incluem a instalação de 16 novas usinas

Biorrefinaria da FS: empresa tem três unidades, em Lucas do Rio Verde, Sorriso e Primavera do Leste (MT) — Foto: Divulgação

A produção do etanol de cana-de-açúcar caiu na safra que terminou em março, mas o milho garantiu um novo recorde no total, com 37,3 bilhões de litros. Segundo a União da Indústria de Cana-de-Açúcar e Bioenergia (Única), o etanol de milho saltou 31% na safra 2024/2025, para 8,2 bilhões de litros. Em dez anos, a produção se multiplicou por dez. Para os próximos anos, estão mapeados R$ 40 bilhões em investimentos, conforme a União Nacional do Etanol de Milho (Unem), que reúne os fabricantes.

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Em 2025, o milho deverá chegar a 10 bilhões de litros no Brasil, mais de um quarto do total nacional, estima a Unem, no ano em que o Programa Nacional do Álcool (Proálcool) completará 50 anos.

Segundo executivos e especialistas, o avanço acelerado do etanol de milho é impulsionado por um modelo de negócios que parece imbatível: a grande oferta do grão a preço competitivo passa por uma tecnologia industrial bem estabelecida, de origem americana — nos EUA, maior produtor de etanol do mundo, o milho é a matéria-prima principal — e entrega como produtos finais o etanol e o DDG, ou “grãos secos de destilaria”, na sigla em inglês, usado como ração animal — que tem potencial de ser exportado, inclusive para a China, que acaba de abrir o mercado para o Brasil.

‘Safrinha’ só no nome

O pontapé inicial foi o crescimento da disponibilidade do milho. Na safra 2000/2001, a produção nacional foi de 42,3 milhões de toneladas, segundo a Conab, estatal do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa). Pouco mais de dez anos depois, a safra total do grão havia dobrado.

O boom é fruto do sucesso do modelo brasileiro de cultivo da soja, com o plantio direto e uma segunda safra de outra cultura para ajudar a preparar o solo. O Brasil se tornou o maior produtor e exportador de soja do mundo, e o milho veio junto. A “safrinha” manteve o diminutivo só no nome, e o país passou a disputar com os EUA o posto de maior fornecedor global de milho.

— O nosso acionista, a Summit, já tinha investido, com sucesso, na maior empresa privada de etanol de milho nos EUA, que era a Hawkeye Renewables, que foi vendida. Aí, a Summit foi buscar um novo lugar para investir em etanol de milho. E o Brasil foi o destino natural. Mato Grosso tem o milho mais barato do mundo — diz Daniel Lopes, vice-presidente de Sustentabilidade e Novos Negócios da FS, pioneira na produção a partir do milho no Brasil.

Além da maior oferta, escoar a crescente produção requer investimentos em armazenagem e logística. Por isso, faz sentido investir para beneficiar e agregar valor.

O modelo atraiu diferentes tipos de investidores, como fabricantes de açúcar e álcool que apostam na diversificação, produtores de grãos que formam sociedades, comercializadores de grãos e uma nascente indústria dedicada apenas ao etanol de milho, como no caso da FS, controlada pela americana Summit AG em sociedade com a Tapajós Participações, que reúne grandes produtores de grãos de Mato Grosso.

16 usinas previstas

Os primeiros litros saíram, na safra 2011/2012, de uma “usina flex”, que produz o álcool tanto da cana quanto do milho, da Usimat, empresa instalada em Mato Grosso. Entre os fabricantes de açúcar e álcool, apostaram no milho a SJC Bioenergia, em 2015, a Cerradinho Bio, em 2019, e a São Martinho, em 2023.

Comercializadora e varejista, a gaúcha 3Tentos, que já tem usinas de processamento de soja e refinarias de biodiesel, está investindo R$ 1,2 bilhão para inaugurar uma biorrefinaria de etanol de milho, em Porto Alegre do Norte (MT), em 2026.

Para investir, a companhia tomou empréstimo de R$ 500 milhões com o BNDES. Os projetos de biocombustíveis estão aptos a receber recursos do Fundo Clima, que têm juros mais baixos. Com isso, aprovou R$ 4,3 bilhões em financiamentos para investimentos em biocombustíveis em 2024. E espera repetir a dose este ano, segundo José Luís Gordon, diretor do BNDES.

A pioneira FS inaugurou sua fábrica, com tecnologia americana, em 2017 em Lucas do Rio Verde (MT). Hoje, são três unidades, incluindo Sorriso (MT) e Primavera do Leste (MT). A produção anual atingiu 2,4 bilhões de litros de etanol no primeiro trimestre, com receita de R$ 10,7 bilhões no acumulado em 12 meses.

A Inpasa também apostou na tecnologia americana, mas as operações começaram no Paraguai, em 2006. No Brasil, a empresa estreou em 2019, na biorrefinaria de Sinop (MT), segundo a empresa, o maior complexo de etanol de grãos da América Latina. A Inpasa tem capacidade de produzir 5,8 bilhões de litros por ano e faturou R$ 14,9 bilhões em 2024.

Milho reconfigura a produção de etanol no país — Foto: Editoria de arte
Milho reconfigura a produção de etanol no país — Foto: Editoria de arte o Globo

No total, são 25 biorrefinarias de etanol de milho no país. Mais 16 unidades têm autorização de construção, conforme a Unem, que mapeou outros 16 projetos em planejamento.

Os R$ 40 bilhões em investimentos projetados incluem R$ 15 bilhões em parte dos 16 projetos autorizados, para ampliar a capacidade em 5 bilhões de litros por ano, e R$ 25 bilhões em armazenagem e logística, estima Guilherme Nolasco, presidente da Unem.

Após o boom, Nolasco vê alguma acomodação nos investimentos. A FS está mais focada em reduzir o endividamento. O principal investimento, de R$ 550 milhões, é num projeto de captura de carbono, para tornar a produção do etanol ainda mais sustentável, o que poderá permitir cobrar prêmios no preço de exportação para regiões que tenham regras de descarbonização, explica Lopes.

‘Tirar o boi do pasto’

A Inpasa, após investir R$ 4,9 bilhões ano passado, projeta aportar mais R$ 4 bilhões este ano, segundo Fernando Alfini, vice-presidente de Gestão e Finanças. Os recursos vão para as ampliações nas biorrefinarias de Balsas (MA) e Sidrolândia (MT) e para a construção da unidade de Luís Eduardo Magalhães (BA), que deverá ficar pronta em 2026. Assim, terá 1,6 bilhão de litros de etanol por ano a mais.

— Sempre olhamos o mercado. Hoje, um dos impactos quando vamos rodar planos de negócios é a questão tributária do país, é um ponto que pode dar uma freada nos nossos investimentos, porque isso gera um pouquinho de indefinição, de insegurança para aumentar os nossos investimentos — diz Alfini.

O etanol de milho emite menos carbono e não concorre com a produção de alimentos. A segunda safra não tira espaço da soja, e o DDG, que seria uma sobra, retorna para a cadeia alimentar como ração.

— Cerca de 85% da nossa carne ainda é produzida no pasto. Os EUA cresceram no etanol de milho à base de dar DDG para o gado. Hoje, 100% da carne americana produzida é em estábulos. O Brasil vai para o mesmo caminho. Vamos conseguir, com o etanol de milho, tirar o boi do pasto — diz Luis Augusto Barbosa Cortez, professor da Unicamp, lembrando que a pecuária mais intensiva reduzirá as emissões do país e liberará terras degradadas para agricultura.

Para a produção de açúcar, a ascensão do etanol de milho será complementar. Um efeito é acabar com a irregularidade da oferta nos períodos da entressafra de cana. Outro é espalhar o etanol pelo país.

— O milho está indo para regiões onde a cana não teria espaço ou aptidão. Torna a oferta de etanol mais robusta e menos suscetível a questões climáticas — diz Luciano Rodrigues, diretor de inteligência setorial da Única.

Fonte: O Globo

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